quarta-feira, 24 de maio de 2017

Dicas de Reparação de Fontes

As fontes de alimentação são a base de funcionamento de qualquer equipamento eletrônico.

Qualquer aparelho que vamos reparar sempre devemos iniciar a pesquisa do defeito pela fonte de alimentação.


Figura 1

1 - Medir o +B que sai da fonte;

2 - Não tem +B na saída da fonte - Se tiver tensão no secundário do trafo, teste os diodos e o capacitor de filtro

3 - Não sai tensão do trafo - Veja se chega 110 volts no primário.

Se chegar, o trafo ou a chave 110/220 podem estar com defeito.

Teste-os individualmente;

4 - Não chega 110 volts no primário - Teste o cabo de alimentação e o fusível de entrada, se o aparelho tiver.

Abaixo, podemos ver os pontos para medir tensão numa fonte estabilizada.


Figura 2

1 - Medir o +B na saída da fonte.

Deve estar próximo ao valor do esquema;

2 - Não há +B - Verifique se chega +B até o transistor regulador;

3 - Chega +B no regulador - Teste o transistor (ou os demais, se tiver mais de um), resistores, diodo zenner e o trimpot de ajuste do +B (se houver);

4 - Não chega +B no regulador - Teste:

transformador, diodos, capacitor de filtro, cabo de força, chave e fusível (se a fonte tiver).

Se a fonte está com fusível queimado e ao trocá-lo o mesmo queima de imediato, teste os diodos retificadores, o filtro e veja se o trafo não está com o primário em curto.

Caso os componentes citados estejam bons, o defeito é em outro circuito do aparelho e oportunamente falaremos sobre isto.

Na hora de abrir o aparelho para o reparo, é necessário muita calma e todo o cuidado.

Verifique primeiro como se abre a "caixa", em alguns aparelhos existem travas plásticas que podem se quebrar com facilidade caso você force para abrir.

A escolha do ferro de solda também é fundamental principalmente no que diz respeito a potência. 

Um ferro muito quente pode causar estragos nas placas, principalmente quando não se utiliza um sugador de solda.

O material para reparar uma trilha rompida é caro e os “remendos” vão aparecendo, as vezes até de forma perigosa.

Tenha muito cuidado ao dessoldar blindagens, dissipadores e a carcaça que envolve o fly back e outros Trafos. 

Muitas vezes o técnico recebe para o reparo um aparelho com a placa rompida em diversos pontos principalmente nas áreas descritas acima, prejudicando o trabalho.

A remoção de componentes indiscriminadamente para testes também pode ser muito prejudicial, por isso é importante conhecer o funcionamento do circuito, ter o esquema elétrico e datasheet's dos C.I.s.

Isolar o estágio defeituoso é o primeiro passo para um reparo eficiente.